O Líder Y

Todos nós sabemos que mudanças acontecem. Mudanças rápidas em um período muito curto de tempo acontecem. Tão rápidas que faz com que o que você leu ontem já não vale mais hoje e amanhã a nóticia já é outra. Sendo assim, todo mundo tenta aproveitar melhor o tempo se atualizando o tempo todo (menos aquela galera que fica vendo vídeo de gato na internet o dia inteiro). E nesse caminho meio atordoado, todos nós temos um único objetivo em comum (ou pelo menos deveríamos ter): nos tornarmos cada vez melhores.

Nesse contexto, podemos ver que as empresas tentam mudar conforme a velocidade das informações. O empregado passou a ser chamado de colaborador, a empregada virou doméstica, seu computador agora cabe no bolso, falar ao telefone se tornou antiquado e absorvemos tanta informação por dia que, muitas vezes, atrapalhamos a nossa produtividade. Algumas coisas automatizam, outras atrapalham e o grande medo da sociedade é que o seu trabalho seja realizado por uma máquina. Em um mundo onde todos estão correndo contra o tempo, tivemos uma grande evolução em um assunto muito importante para qualquer convívio social chamado LIDERANÇA.

Sim, importante para QUALQUER CONVÍVIO SOCIAL ou você acha que só existem líderes onde você trabalha? Todos nós exercemos um papel de liderança em algum momento, fase ou relacionamento durante toda a nossa vida. Existem pessoas que já nasceram com essa liderança quase que nata, se destacando bem em todos os grupos sociais. Outras, querem ser, mas precisam percorrer um longo caminho ainda. Ainda existem aqueles que exercem algum tipo de liderança baseada naquele velho conceito que já morreu faz muito tempo. Um conceito que é ressucitado em muitas empresas ou grupos sociais, que perturba a mente de quem quer evoluir e que só atrapalha em vez de ajudar. Esse conceito se chama CHEFE.

Ser chefe era muito importante no ano de 1000 alguma coisa e bolinha, lá atrás. Fez com que existisse uma pessoa que fosse responsável por um grupo e, por consequência, mandasse nele. Com isso, as empresas foram evoluindo e esse conceito foi se tornando cada vez mais forte. Tão forte que frases como “você faz o que eu mando”, “o seu chefe sou eu” e várias outras eram ouvidas com frequência. E são ainda. Ser chefe era organizar as coisas, mandar, dominar as pessoas, possuir subalternos. Em outras palavras, ser chato, incoerente e usar o poder para conseguir o que quer.

Até que, com todas essas mudanças que acontecem, um elemento muito importante também passou a sofrer mudanças: a cabeça do jovem da geração Y. Cada vez mais pessoas passaram a tolerar menos esse comportamento de chefe, passaram a opinar mais, a falar mais e a correr atrás do que elas tinham como sonho. Nesse processo, uma grande revolução começou a acontecer. Lá nos anos 70, 80, essa revolução já estava acontecendo e, junto com a tecnologia, aquele jovem que era “mandado” passou a ter mais acesso a informação, saber mais, conhecer mais. Com tudo isso, ele passou a ter um poder muito maior do que aquele chefe que apenas mandava nas pessoas e o nome desse poder é CONHECIMENTO.

Com o conhecimento, esses caras passaram a ver que é possível sim ser o que você quiser, fazer o que você quiser e trabalhar com aquilo que você gosta. E assim, chefes ficaram cada vez mais escassos, dando espaço para os novos LÍDERES.

Hoje, liderar é muito mais do que comandar pessoas. É ser responsável pela evolução e pelo trabalho delas, é dar espaço para que novas ideias sejam postas na mesa, é compartilhar da vitória e dos objetivos alcançados e, mais importante do que tudo, é perceber que você que é líder também faz parte de uma equipe. Essa mentalidade vem se fortalecendo ao longo dos anos e foi fortemente alcançada com a geração Y. As pessoas nunca foram tão únicas como estão sendo hoje. Únicas no sentido de que cada um possui uma mentalidade completamente diferente do outro, com ideias e pensamentos diferentes.

Essa mudança é sentida em todos os aspectos da vida. A principal mudança foi nas empresas, de fato. Mesmo assim, alguém que toma mais o controle do seu destino consegue espelhar isso para todas as áreas que envolvem pessoas.

Ser um líder na Geração Y é compartilhar de tudo para que todos sejam donos dos seus próprios destinos.

Com a velocidade das informações, a rapidez das mudanças e a evolução da mentalidade humana, podemos idealizar um mundo onde as pessoas são cada vez mais capazes de se tornarem líderes de si mesmos. Líderes de compartilhamento e união. Líderes impulsionadores e geradores de confiança, mudando a sua vida e a vida das pessoas que estão à sua volta. Esse é o perfil do líder da Geração Y.

Por:
Luiz Felipe Nomelini
luizfelipe@nomelini.com.br
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