Todo empreendedor deve ser um vendedor?

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Talvez algumas pessoas ainda tenham aquela ideia pragmática de achar que todo empreendedor não precisa necessariamente ser um vendedor. Ele pode dominar a concepção do negócio e delegar a tarefa da conquista do cliente à sua equipe de vendas. No entanto, o que muitas vezes essas mesmas pessoas não entendem é que a alma do negócio reside na ideia de que o empreendedor tem de si mesmo e daquela tarefa a qual se propôs a desempenhar. Neste caso, a postura de vendedor já começa dentro da própria empresa, quando o empreendedor precisa convencer aqueles que trabalham com ele de que se trata de um negócio rentável.

Como diria o “guru” do setor de vendas, autor de best-sellers como “O maior vendedor do mundo”, Og Mandino: “sê tu próprio. Mostra tua raridade ao mundo e eles o acumularão de ouro.” Ao discutir a aplicabilidade dessa frase no mundo dos negócios, pode-se dizer que o empreendedor deve crer em si mesmo e saber exatamente o valor que deseja entregar ao seu cliente. Com isso, toda energia empregada nesse sentido é absolutamente necessária e decisiva para que os negócios sejam bem sucedidos.

O empreendedor-vendedor também precisa ter atitudes e formas de pensar multifacetadas, entendendo a empresa como um todo e tendo uma visão holística do seu negócio para identificar possíveis nichos de mercado. É preciso então exercer o seu poder de comunicação e a capacidade de dialogar com aqueles que possam ser clientes em potencial, seja no presente ou no futuro. Ao vislumbrar essas oportunidades, cabe a ele fazer um briefing dessas oportunidades e sinalizá-las para os seus vendedores.

Essa forma quase que obcecada de buscar novas formas de negócios faz parte da alma de um empreendedor, que, embora não atue como um vendedor no sentido nato da palavra, exerce prioritariamente a função de ampliar os horizontes da sua empresa. Ou seja, ele não precisa  dominar técnicas de venda, mas sim amplificar a sua visão do todo, característica essa que nem sempre é pertinente às qualidades de um vendedor. Outro aspecto importante é a persistência, predicativo esse essencial ao empreendedor; pois, como dizia o “maior vendedor do mundo”, “o fracasso jamais me surpreenderá, se a minha decisão de vencer for suficientemente forte”.

Nesse aspecto, tanto o ser empreendedor quanto o vendedor necessitam de uma determinação insuperável e uma autoconfiança perceptível a todos que o cercam. Esse poder de liderança é um agente impulsionador do sucesso de uma iniciativa no mundo dos negócios, assim como o poder de convencimento, que funciona como uma mola mestra de todo e qualquer empreendimento.

São palavras de ordem no mundo do empreendedorismo, entusiasmo, confiança e, principalmente, credibilidade. Na realidade, dissecando melhor essa afirmação, a credibilidade é um sentimento que está intrinsicamente relacionado ao entusiasmo e à confiança.  Isso porque, quando a pessoa acredita e sabe vender a “alma do seu negócio”, fator esse correlato ao entusiasmo, pode-se observar automaticamente valores relacionados à confiança e credibilidade. E tudo isso não estaria diametralmente relacionado ao savoir faire de um vendedor?

Por: Verônica M. de Oliveira - Jornalista
www.linkedin.com/in/veronicadeoliveira
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