Os 3 passos para transformar aquele ser problemático em um fiel aliado

Trabalhar em equipe, geralmente, é uma tarefa difícil e exaustiva. Lidar com comportamentos diferentes pode trazer uma certa angústia e, até mesmo, um desespero emocional. Em toda equipe nós encontramos aquele cara problemático, entusiasmado demais, preguiçoso, teimoso, esperto e outros perfis bem complicados de se trabalhar. Mesmo assim, nós, gestores, continuamos na busca do equilíbrio perfeito.

No meio daquela salada de desejos, vontades e comportamentos diferentes, podemos encontrar um coleguinha (ou mais) que é o criador da discórdia. Aquela criatura que adora causar problema, coloca todo mundo (ou quase todo mundo) contra o que é pedido, incentiva os outros a fazerem besteira e, por fim e não satisfeito, transforma o seu plano de liderança, que você trabalhou com tanto carinho, em um verdadeiro inferno.

Logo no começo, quando identificamos esse perfil, pensamentos em demitir um ser humano abençoado desse. Queremos ele longe da nossa equipe, pois, sem ele, tudo andaria perfeito.

 

Será?

 

Um líder coerente pensaria, antes de tomar qualquer decisão, na melhor maneira de aproveitar aquela energia toda voltada para o mal. Quase sempre, uma pessoa que possui esse perfil carece de orientação e você pode ter uma grande chance de ensinar e aprender bastante com ele. Mesmo assim, pode vir a esperada dúvida:

 

Como aproveitar um ser que possui esse perfil?

 

É isso o que vamos aprender agora!

 

Número 1: SAIBA APLICAR O FEEDBACK CORRETO NESSE SER HUMANO

 

O feedback é uma ferramenta extremamente poderosa que poucos gestores conseguem usar com exatidão, ainda mais em um caso caótico como o de um membro da equipe com esse perfil. Antes de dar o feedback neste cara, você precisar estar calmo e alinhado consigo mesmo. Por que? Porque existe uma grande probabilidade de você perder a paciência.

 

Quem disse que aplicar feedback é prazeroso e faz lembrar você na praia tomando um drink?

 

Aplicar feedback é difícil. Por isso, o momento ideal de aplicar esse tipo de feedback é logo na primeira hora do dia. Quando a sua cabeça está fresca, você está calmo e toda a sua atenção vai ser voltada para o dito cujo. Senta com ele SOZINHO, só vocês dois, em um local que será difícil dele se alterar. Eu adoro aplicar feedback em praça de alimentação, shopping ou qualquer lugar movimentado (não tão movimentado, senão, em vez de falar, você vai precisar gritar para ser ouvido). Estar em um local movimentado faz com que ele pense duas vezes antes de aumentar o tom de voz, afinal, ninguém gosta de passar vergonha.

 

A primeira pergunta que você vai fazer é: Geraldo, você sabia que possui um potencial enorme para ser um baita de um gestor? Pá! Pronto. Qualquer defesa que ele tenha se preparado para te atacar esperando um esporro vai cair. Você fez um elogio em forma de pergunta. Dificilmente ele esperaria isso.

 

Aí você continua baseado na resposta dele. Espera ele responder. Deixa ele falar. Pergunte sobre o que ele almeja, o que ele espera do trabalho, o que ele quer se tornar. Faça perguntar que faça ele pensar nos objetivos que ele tem na vida dele. Depois que ele falar bastante, comece a mostrar para ele o quanto COLABORAR vai fazer com que ele atinja as metas que ele tem. Mostre para ele o quanto é importante que ele se sacrifique às vezes, que ele ajude os amigos a finalizarem a tarefa, que as coisas nem sempre vão ser do jeito que ele quer.

 

Durante o feedback, peste atenção na maneira como ele se comporta, nas expressões, entonação de voz, etc. O corpo fala muito mais do que a boca, a voz. Prestar atenção nestes pontos, faz com que você enxergue veracidade no que ele diz, faz você entender melhor os motivos pelo qual ele se comporta como um ser maléfico trazido do inferno em vez de um anjinho.

 

Finalize apostando a sua confiança nele. Deixe claro que ele é sim um cara com enorme potencial e que você está o ajudando para que ele se torne um gestor excelente um dia.

 

Número 2: ACOMPANHE A MUDANÇA

 

Não adianta nada você perder o seu latim em um feedback que demorou horas se você não faz o devido acompanhamento depois. Largar ele solto no salão achando que ele vai dançar a sua valsa da noite para o dia é um tremendo erro. Você precisa acompanhar.

 

Depois desse feedback pesado, ele vai parar para pensar. Por mais que, na hora, ele não demonstre, ele vai parar e pensar em tudo o que você disse (por isso, é importante ter firmeza e confiança na hora de falar). É neste momento que a mudança começa. Eu disse COMEÇA. Ele vai tropeçar ainda, vai encher muito o seu saco, vai fazer besteira, mas se você pontuar quando acontecer, der “mini feedbacks” rápidos na hora que ele fizer besteira, orientar, mostrar que você está ali para ajudar, aos poucos, ele vai mudar.

 

O melhor para um gestor é quando você vê aquele ser humano se tornando alguém de valor. Eu, pelo menos, fico muito feliz de ver que alguém está melhorando na minha equipe. O tempo que isso vai levar, só Alá sabe. Por isso, você precisa ter paciência, muita paciência. Relaxa, que se você fizer o seu trabalho direitinho, a mudança virá.

 

E, por último.

 

Número 3: ELOGIE COM FIRMEZA QUANDO ELE MUDAR DE VERDADE

 

Mais uma vez eu falo. Não larga o coitado sozinho achando que o destino vai ensinar o real valor da vida para ele. Quando você sentir que ele realmente teve mudanças fortes no comportamento, chama para um segundo feedback.

 

Esse segundo feedback é um feedback POSITIVO. Você não vai chamar a atenção em nada, não vai cobrar, não vai falar mal, não vai xingar. Você vai APENAS, eu disse APENAS, elogiá-lo pela mudança e pelo esforço que ele está fazendo. Sim, ele está se esforçando e é difícil. Imagina para alguém que possui um comportamento extremamente desordeiro (e que deve ser assim não só no trabalho, mas na vida) ter uma mudança que seja visível?! É difícil pra caramba!

 

Elogie pelo esforço, aponte as conquistas que ele teve, faça ele se sentir valorizado.

 

Aííííí você vai ter concluído a etapa final de vitória da mega maratona que é liderar.

 

Por:

Luiz Felipe Nomelini

luizfelipe@impulsionar.org
www.impulsionar.org/blog

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