Notícias – 04/09/2017

O feriado hoje em NY adia a repercussão do teste nuclear da Coreia do Norte, neste domingo, e reduz a liquidez doméstica. Na 5ªF, 7 de Setembro, os mercados fecham aqui. Mesmo mais curta, a semana é muito importante. Em Brasília, o Senado vota a TLP e o Congresso conclui a aprovação das metas fiscais. É esperada ainda a nova denúncia contra TEMER. Entre os indicadores, produção industrial e IPCA saem antes do COPOM (4ªF).

… A boa surpresa com o PIB/2T, que mostrou expansão de 0,20% na margem, não mudou a expectativa unânime de queda da taxa SELIC, de 9,25% para 8,25%, nesta 4ªF, mas deve influenciar as apostas futuras.

… A reação da economia pode levar o BC a sinalizar uma redução do ritmo de corte dos juros a partir de outubro, para 50 pontos-base, esvaziando posições mais ousadas (100 pontos), que avançavam no DI.

… Essa já é a previsão do ITAÚ, mais dois cortes de 50 pontos da SELIC (outubro e dezembro), após a queda para 8,25% nesta semana, fechando o ano em 7,25%, e um último ajuste de 25 pontos, para 7%, no início de 2018.

… De qualquer modo, o mercado deve esperar pelas indicações do comunicado do COPOM para formar consenso.

… A curva a termo precificava, na 6ªF, juro de 7,25% para o final do ano, mas alguns economistas têm (ou tinham) previsões mais otimistas, de até 6,5% e 6%, antes que o PIB/2T superasse as estimativas de estabilidade.

… Entre as variáveis que o Banco Central acompanha está a evolução da atividade, se a recuperação vem “mais ou menos rápida”, como tantas vezes já avisou nas atas e em declarações de ILAN e de seus diretores.

… Por isso, o mercado quer ver como o COPOM avaliará o PIB para projetar a política monetária a partir de agora.

… Mesmo com a recessão ficando para trás, a taxa de investimentos foi de 15,5% do PIB, pior nível para segundos trimestres da série histórica do IBGE, desde 1996. Mas há outros dados importantes que fazem a diferença.

… O aumento de 1,40% no consumo das famílias, resultado da queda dos juros, da inflação e da liberação das contas inativas do FGTS, e a expansão dos bens de capitais, que antecipa a intenção dos investimentos.

… Economistas estão otimistas, antecipando a terceira alta consecutiva do PIB no 3T, com a mediana positiva de 0,10%, segundo expectativas preliminares enviadas ao Projeções Broadcast. Para o ano, esperam +0,60%.

… Este resultado já é maior do que a expansão de 0,39% apontada pela última FOCUS, que pode ser revisada hoje (8h30), e superior também à previsão oficial de 0,50%, que poderá ser atualizada para números melhores.

… Após o PIB, o ministro MEIRELLES previu que “entraremos em 2018 num ritmo forte (de crescimento)”.

… Já há no mercado quem não descarte uma surpresa, com o PIB terminando o ano em 1%. Na 6ªF, o GOLDMAN SACHS elevou sua previsão de 0,70% para 0,90%. O ITAÚ ainda projeta 0,30%, mas não descarta revisar.

AGENDA – Depois do PIB, a atividade econômica volta a ser destaque com a produção industrial de julho, amanhã.

… Na 4ªF, horas antes do COPOM, será divulgado o IPCA de agosto, que pode acelerar para 0,35% (BNP PARIBAS), contra 0,24% em julho. Ainda na 4ªF, sai o IGP-DI (4ªF) e hoje, à primeira hora, o IPC-Fipe de agosto.

… Em Brasília, o governo mobiliza sua base para garantir quorum na semana do feriado para votar a MP da TLP no Senado amanhã (3ªF). No mesmo dia, à noite, o Congresso pode concluir a votação das metas fiscais.

MAIS POLÍTICA – Na manchete do Estadão, “DORIA recusa prévias com ALCKMIN e pode deixar PSDB”.

… Na guerra fria entre os dois tucanos que disputam a indicação para 2018, João DORIA deu uma espécie de xeque-mate. Ou é o nome do PSDB ou deixa o PSDB para disputar por outro partido, provavelmente, pelo DEM.

FEZ O HEDGE – No DI, a surpresa positiva com o PIB não ameaçou o COPOM e os juros curtos cavaram leve espaço de queda. Já os demais contratos anteciparam a cautela com a delação de FUNARO e a denúncia de JANOT.

… Os trechos médio e longa da curva neutralizaram o leve alívio nos prêmios observado mais cedo, passaram a subir na reta final da sessão regular e renovaram as máximas no pregão estendido, embutindo o risco político.

… O janeiro/21, que já havia avançado de 9,18% (véspera) para 9,21% na etapa normal, acelerou para 9,22%. O janeiro/23 foi até 9,85%, depois de fechar a sessão regular a 9,84%, contra 9,82% no ajuste anterior.

… Também o janeiro/19 terminou o dia na máxima, de 7,80%, contra 7,76% na 5ªF. Só o janeiro/18 caiu, para 7,790%, de 7,805%, na expectativa de que o comunicado do COPOM dê sinal verde para o juro continuar caindo.

CÂMBIO – O risco político também zerou as perdas do DÓLAR, que chegou a cair quase 1% na mínima do intraday, para a faixa de R$ 3,12, fechando o pregão em leve baixa de 0,13%, aos R$ 3,1451.

… Mas a convicção de que o FED não subirá o juro este ano e que o BCE ainda não está pronto para suspender os estímulos do Q3 garante níveis elevados da liquidez global e a atratividade dos emergentes (leia abaixo).

SEM MEDO DE JANOT – Já na bolsa, a denúncia contra TEMER pode passar batida, ou ter um impacto tão breve que não anima o investidor a desistir da aposta no recorde histórico, de 73,5 mil pontos (maio/2008).

… No Termômetro Broadcast, o mercado continua otimista para esta semana: 51,11% dos participantes projetam que o IBOVESPA vai continuar subindo, 22,22% preveem estabilidade e só 26,67% acreditam numa correção.

… Com leves ensaios de realização, a BOVESPA não deixou que a semana terminasse sem antes buscar os 72 mil. Na pontuação mais alta em quase sete anos no intraday, marcou 72.065 pontos (+1,74%), na máxima de 6ªF.

… Desacelerou muito de leve até o fechamento (+1,54%), aos 71.923,11 pontos, mas o volume financeiro de quase R$ 10 bilhões, acima da média, prova que muita gente só estava esperando virar o mês para entrar na festa.

… Com participação dobrada no índice, as ações dos bancos continuam dando a medida da confiança. BRADESCO PN registrou valorização firme de 2,08%, para R$ 34,28, e ITAÚ UNIBANCO PN ganhou 2,09%, para R$ 41,18.

… Na última prévia da carteira do IBOVESPA, divulgada na 6ªF, VALE ON (+1,68%, R$ 35,67) conquistou o segundo maior peso, atrás somente de ITAÚ, turbinada pela conversão voluntária de ações e pelo minério de ferro.

… Descolada da apatia do petróleo (abaixo), PETROBRAS PN subiu 2,71%, a R$ 14,02, e PETROBRAS ON, disparou 4,51%, a R$ 14,60, após o DEUTSCHE BANK elevar a recomendação da estatal de “venda” para “manutenção”.

… Também foi faturada a notícia de que a estatal trabalha para iniciar a venda de sua fatia na BRASKEM.

… OI perdeu 3,12% (ON) e 3,78% (PN), um dia depois de a ANEEL avaliar a cassação das licenças de telefonia.

SÓ EM 2018 – Abaixo do esperado, o PAYROLL de agosto deu ainda mais repertório para o mercado deslocar de dezembro para o ano que vem as apostas sobre o timing da próxima alta do juro nos EUA pelo FED.

… Junto com o PCE fraco, divulgado dias antes, o relatório do emprego entrou na cota dovish. Mesmo indicadores econômicos fortes tem sido desconsiderados como gatilho para adiantar uma ação do FOMC.

… Na 6ªF, por exemplo, o melhor nível em seis anos apontado pelo PMI/ISM em agosto (58,8) sustentou os yields dos TREASURIES e o DÓLAR, mas foi insuficiente para esvaziar as expectativas de que um aperto será adiado.

… Entre os futuros dos FED Funds, subiu de 57,3% para 67,1% a probabilidade de o FED não mexer mais no juro este ano. Só 31,9% (de 41,9% antes do payroll) confiam que o comitê ainda poderá surpreender.

… Em agosto, foram criados 156 mil empregos, frustrando a previsão de 179 mil do mercado. Componente inflacionário, a alta de 0,1% do salário médio pago por hora também decepcionou a estimativa de 0,2%.

… Na reação imediata aos dados, os juros dos bônus e o dólar foram às mínimas, mas logo reverteram a direção com a trajetória do PMI industrial. O IENE abandonou a alta e caiu a 110,28/US$ e o EURO, para US$ 1,1870.

TEM BCE ESTA SEMANA – Às vésperas da reunião de 5ªF, relatos de que o comitê de DRAGHI não deve chegar a uma decisão final sobre os rumos do QE também entraram como pressão negativa adicional à moeda europeia.

… Já o juro da Note de dois anos subiu a 1,333%, de 1,321%, e o de dez anos avançou a 2,160%, de 2,120%. Mas o espaço de alta é limitado pela expectativa de que a inflação abaixo da meta de 2% continuará atrasando o FED.

22 MIL – Atingida no intraday pelo DOW, a marca revela o ânimo de NY com os falcões em baixa. Embora o índice não tenha bancado este nível até o fechamento (+0,18%, a 21.987,56 pontos), não deve desistir das investidas.

… Esta semana, o Livro Bege (4ªF) e as reuniões de TRUMP com congressistas para tentar avançar com a reforma tributária podem esticar o otimismo em WALL STREET, onde o Nasdaq já renovou a máxima histórica na 6ªF.

… A bolsa eletrônica subiu pouco (+0,1%), mas o suficiente para cravar os 6.435,33 pontos. O S&P 500 registrou alta de 0,2%, a 2.476,55 pontos. No pano de fundo, também dão alívio os sinais de que não haverá shutdown.

… Em tom conciliador, segundo o Washington Post, TRUMP sinalizou que não provocará a paralisação do governo em outubro, mesmo que não levante dinheiro para pagar o muro na fronteira do México.

PETRÓLEO – Pouco oscilou na 6ªF com o noticiário sobre a depressão tropical Harvey. De seu lado, o relatório semanal da Baker Hugues apontou estabilidade no número de poços e plataformas em atividades nos EUA.

… Na NYMEX, o WTI fechou em leve alta de 0,12%, a US$ 47,29. Na ICE, o BRENT recuou 0,20%, a US$ 52,75.

FERIADO EM NY – O Dia do Trabalho nos EUA mantém todos os mercados americanos fechados nesta 2ªF.

… Entre os indicadores, a semana é menos importante do que a anterior. Estão previstas as leituras de julho das encomendas à indústria (amanhã), da balança comercial (4ªF) e dos estoques no atacado (6ªF).

COREIA DO NORTE – Conselho de Segurança da ONU se reúne para debater o teste nuclear de Kim JONG-UN. TRUMP prepara sanções. O secretário de Defesa prometeu uma resposta militar “massiva e esmagadora”.

… No início da sessão asiática, o teste nuclear norte-coreano elevava o apelo defensivo dos investidores pelo iene, ouro e bônus. Mas, novamente, os mercados globais não exibiam sinais de pânico com as provocações.

NA EUROPA – Antes do BCE, saem na zona do euro o PPI de julho (hoje), o PMI final de agosto (amanhã) e a terceira estimativa do PIB/2T (4ªF), quando será divulgado ainda o PMI industrial da Alemanha.

EM TEMPO… PETROBRAS assina financiamento de US$ 5 bilhões com o China Development Bank (CDB).

BNDES se prepara para fechar um novo acordo de cofinanciamento com o banco chinês CDB.

MAIS PETROBRAS. Justiça/RJ anulou a liminar que obrigava a estatal a fornecer gás natural para a Âmbar, da J&F.

PETRORIO. Produção média no Campo de Polvo em agosto chegou a 7.705 barris por dia (+2,2% sobre julho).

IPIRANGA. A Moody’s atribuiu rating Ba1/Aaa.br à proposta de emissão de até R$ 1 bilhão em debêntures.

ELETROBRAS. Governo estuda impor cota máxima para limitar fatia de estrangeiro em privatização – no Estadão.

CEMIG pode ter mais prazo para entregar ao governo garantias de que terá como pagar R$ 11 bilhões por usinas…

… A informação foi dada pelo ministro COELHO FILHO (Minas e Energia) ao Broadcast, em Pequim.

TCP. Chinesa CMPort comprou 90% da empresa, que opera terminal de Paranaguá, por R$ 2,9 bilhões – na Folha.

ITAIPU e a China Three Gorges Corporation ampliaram parceria nas áreas de inovação e tecnologia.

ELETROPAULO aprovaram a migração da companhia ao Novo Mercado. Debenturistas receberão prêmio de 1%.

LIGHT SESA pediu junto à Anbima análise prévia para uma emissão de debêntures no valor total de R$ 400 milhões.

LOTEX. O lance mínimo pela concessão pelo prazo de 25 anos será de aproximadamente R$ 1 bilhão.

CSN pagará prêmio de 0,10% para debenturistas por descumprir prazo para divulgação de balanço.

ELDORADO CELULOSE. Dona da JBS, a J&F fechou a venda da empresa por R$ 15 bilhões em duas etapas.

JBS. Justiça adiou assembleia e briga entre família Batista e BNDESPar será discutida em câmara de arbitragem.

BTG PACTUAL. A agência S&P reafirmou a nota BB-. A perspectiva é negativa.

BR MALLS. A Fitch afirmou os ratings em ‘BB+’/’AA+(bra)’. A perspectiva permanece negativa.

BHP. Juíza de NY disse que queixas contra a empresa no caso Samarco podem ser passíveis de apreciação judicial.

ALLIAR. Diretor Financeiro e de Expansão, Fernando Henrique de Aldemundo Pereira, renunciou ao cargo.

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