Notícias do dia – 11/09

A prisão de JOESLEY e Ricardo SAUD, neste domingo, deve enfraquecer ainda mais as chances de prosperar a segunda denúncia contra TEMER, que JANOT (também enfraquecido) deverá apresentar em sua última semana à frente da PGR. O mercado, que já não estava preocupado, espera que o assunto seja resolvido logo, assim como a reforma Política, para que o governo possa levar adiante a reforma da Previdência, a partir de outubro.

… A intenção de colocar a proposta para votação no mês que vem já tinha sido manifestada por Rodrigo MAIA, com a reviravolta na delação da JBS, e neste final de semana foi confirmada por Henrique MEIRELLES.

… À saída de um almoço com TEMER no Jaburu, o ministro ressaltou o otimismo com os indicadores da economia, “que estão em viés de alta”, dizendo que o governo decidiu “retomar com ênfase a reforma da Previdência”.

… “A confiança está voltando exatamente pelo avanço das reformas. A minha expectativa é que é possível votar as mudanças na Previdência em outubro. É importante nós entrarmos em 2018 com a reforma aprovada.”

… No almoço, que teve a participação de mais ministros e dos presidentes da Câmara e do Senado, foi discutida também a nova lei de recuperação e falências, projeto de interesse da Fazenda, próximo de ser fechado.

… TEMER aproveita os ventos a seu favor para acelerar a agenda econômica, âncora de seu governo.

… No Congresso, a base aliada ganhou argumentos para rebater uma possível acusação de JANOT, que encerra o mandato na Procuradoria Geral da República, no dia 17, chamuscado pela confusão do episódio JOESLEY.

… Rodrigo JANOT está recebendo muitas críticas nas redes sociais, de todos os lados.

… A foto do flagrante de uma conversa com o advogado de JOESLEY, em um bar de Brasília, neste sábado, pegou muito mal. Ambos afirmam que o encontro foi “casual”, onde trataram apenas de “banalidades”.

… É verdade que a nova denúncia da PGR ainda causa alguma apreensão, porque pode vir sustentada com provas de FUNARO, do mesmo modo que o Planalto receia por uma delação de GEDDEL, que voltou para a prisão.

… Mas o ambiente é bastante diferente da primeira vez. Ninguém está querendo perder os avanços da economia. Por isso, a estratégia dos governistas é concentrar os ataques à “perseguição de JANOT” contra o presidente.

… Nesta 4ªF, o STF julgará pedido de suspeição contra o procurador-geral, apresentado pela defesa de TEMER, e também a validade das provas obtidas no acordo da JBS, em particular, do áudio gravado por JOESLEY.

… O ministro Edson FACHIN deve, ainda, submeter ao Pleno do STF a liminar concedida para a prisão temporária (cinco dias) de JOESLEY Batista e Ricardo SAUD, que poderá ser estendida para preventiva (sem prazo). Ou não.

A PRISÃO – JOESLEY e SAUD, que se entregaram neste domingo à PF de São Paulo, serão levados hoje a Brasília.

… O ministro Edson FACHIN aceitou o pedido de prisão apresentado pela PGR, reconhecendo evidências de que os dois omitiram informações na delação. Mas não concedeu prisão do ex-procurador Marcelo MILLER.

… MILLER é o pivô da investigação que pode culminar com a rescisão do acordo de delação da JBS. Ele integrou a força-tarefa da operação Lava-Jato antes de deixar o MPF para trabalhar como advogado da J&F.

… Pesa contra ele a acusação de que ajudou a elaborar os anexos de delação enquanto ainda estava na PGR.

… Ainda no sábado, TEMER recebeu no Jaburu o presidente da CPI da JBS, senador ATAÍDES Oliveira (PSDB), que deve convocar Marcelo MILLER, já nesta 3ªF, para prestar esclarecimentos sobre o acordo de delação da JBS.

DEMOROU POR QUÊ? – No Globo, ministros do STF estranharam a demora na prisão de JOESLEY e SAUD, que foi decretada por FACHIN na 6ªF à noite. Acham que a história é “nebulosa” e levanta “suspeitas”.

RAQUEL – TEMER pediu que a posse da nova PGR, na 2ªF, 18, seja antecipada para as 8h, para que ele viaje aos EUA, onde participará de um jantar com TRUMP, antes da abertura da assembléia da ONU, no dia 19.

ATA SAI AMANHÃ – Só um documento muito dovish do COPOM (3ªF) causará impacto, porque o comunicado parece ter antecipado tudo, que a SELIC vai cair mais 0,75 ponto em outubro e mais 0,50 ponto em dezembro.

… A interpretação do mercado à expressão “redução moderada” no ritmo de cortes do juro foi consensual. A taxa SELIC deve terminar o ano em 7%. Muitas instituições que esperavam mais, partiram para revisões (abaixo).

… A aposta foi transferida para o início de 2018 e para a possibilidade de o BC dar continuidade ao ajuste, com mais uma ou duas quedas de 25 pontos, encerrando o ciclo com o juro a 6,75% ou 6,50%.

MAIS AGENDA – A decisão do COPOM de pisar no freio parece atender aos sinais de retomada da atividade, que poderão ser confirmados nesta semana pelas vendas no varejo em julho (amanhã) e pelo IBC-BR (5ªF).

… Hoje, a pesquisa FOCUS (8h25) do Banco Central fica devendo o ajuste ao comunicado. O dia ainda reserva as prévias do IGP-M e IPC-S, além dos números semanais da balança comercial, às 15h.

… Em São Paulo, o ministro DYOGO Oliveira (Planejamento) participa (9h30) de evento da FGV, enquanto Geraldo ALCKMIN e João DORIA participam de palestra de FHC em almoço-debate do LIDE (12h).

… ILAN está na Suíça para a reunião bimestral promovida pelo BIS e tem hoje reunião marcada com DRAGHI.

REVISÕES – No cenário compatível com o comunicado, que projetou taxa SELIC a 7% no fim do ano, os bancos promoveram na 6ªF uma revisão em série para baixo nas apostas de juro, com espaço até mesmo para ousadia.

… O francês BNP PARIBAS e o SAFRA, por exemplo, estão à frente do BC, antecipando taxa de 6,5%, apostando na continuidade dos ajustes no início de 2018, com um ciclo maior do desaperto monetário.

… Entre os dois maiores bancos privados do País, BRADESCO, que antes apostava em 7,5%, e ITAÚ, que esperava 7,25%, já se ajustaram para os 7%, assim como o MITSUBISHI, que andava conservador (8%).

… O UBS ainda duvida que a SELIC tenha tanta margem de queda, mas também não ficou de fora da onda das revisões, ainda que espere taxa mais alta, de 7,25%, contra 7,50% originalmente. Para o banco, o ciclo para aí.

CURVA DO DI – Após ensaiar queda no intraday, o contrato para janeiro/2019 fechou estável na 6ªF, a 7,62%, assim como o janeiro/18 (7,660%), com o resultado do COPOM e o recado do comunicado já precificados.

… Já a ponta longa perdeu prêmio, diante da menor percepção de risco político (com a reviravolta da JBS) e o quadro de retomada econômica. Jan/21 caiu de 8,95% para 8,91% e jan/23 recuou de 9,57% para 9,52%.

… No efeito cascata da SELIC menor, o BRADESCO elevou na 6ªF a projeção do PIB deste ano de zero para 0,7% e passou a prever crescimento de 2,5% em 2018 (de 2% antes), ainda menos otimista que MEIRELLES.

… O ministro acredita que a economia já vai entrar no ano que vem rodando a um ritmo de 3%.

… Ainda na revisão de planilha, o BRADESCO cortou a estimativa do IPCA/2017 de 3,4% para 3% (piso da banda).

DÓLAR A R$ 3 – Sintonizado à queda em escala global (abaixo), o DÓLAR já abriu caindo, na 6ªF, para R$ 3,08 nas mínimas. Embora tenha voltado a R$ 3,0931 (-0,31%) no fechamento, ainda está na menor marca desde março.

… Neste nível, dizem que pode atrair oportunidades de compra. Mas tais prognósticos não anulam as chances de voltar a R$ 3 no curto prazo, com a esperança nas reformas e o FED dovish, que facilita a disputa do fluxo.

… No noticiário corporativo, o Estadão (domingo) deu que um volume de até R$ 15 bilhões em emissões de ações está engatilhado nos bancos de investimento para ocorrer ainda este ano, antes da agenda eleitoral.

… Para outubro, CAMIL, TIVIT e NEOENERGIA já pediram registro para realizarem seus IPOs. VULCABRÁS, ENEVA e PARANAPANEMA estão na fila. Juntas, as seis ofertas têm potencial para movimentar cerca de R$ 9 bilhões.

… Mais para o final do ano, ainda está sendo esperada a oferta bilionária da BR DISTRIBUIDORA.

BARRADOS NO BAILE – Estraga-prazer da festa da bolsa, a rota negativa das commodities adiou, na 6ªF, a chegada do IBOVESPA ao topo histórico, mas parece ser só uma questão de tempo para o mercado tentar de novo.

… Agora que chegou tão longe, é que não vai desistir, estimulado pela queda dos juros e melhora da economia.

… Sob influência dos ADRs brasileiros em NY no feriado, o índice à vista chegou a subir na abertura do pregão, para atingir a máxima histórica de fechamento (73,516 pontos) no pico, aos 73.646 pontos (+0,32%).

… Mas a força das ações de commodities foi esgotada pela queda firme do petróleo (abaixo) e minério (-1,57%), precipitando a queda do IBOVESPA (-0,45%) para 73.078,55 pontos. Falta o desafio do recorde, a 438 pontos.

… Liquidada a realização de lucro, a bolsa já pode estar pronta para outra. Continua preservado o cenário positivo para os papéis de maior peso, como a PETROBRAS, “no bom caminho”, segundo o MORGAN STANLEY.

… Com PARENTE no comando, a expectativa é de que o programa de desinvestimentos acelere neste segundo semestre. Ainda a recuperação recente dos preços dos combustíveis antecipa um balanço favorável no 3T.

… PETROBRAS acumula rali de quase 10% em 30 dias, apesar de ter caído no último pregão (PN, -2,06%, R$ 14,71, e ON, -2%, R$ 15,19). VALE, que também corrigiu na 6ªF (ON, -3,69%), sustenta alta de 7,5% no intervalo.

… No choque de credibilidade das duas gestões, as empresas vivem hoje uma lua-de-mel com os investidores.

… ELETROBRAS resistiu ao ajuste negativo (PNB, +4,36%, e ON, +3,3%) e fechou a semana com chave de ouro, em alta superior a 11%, faturando os estudos do governo para se desfazer das golden shares.

… Os bancos absorveram os ganhos: BRADESCO PN perdeu 0,79% (R$ 34) e ITAÚ PN, -0,12% (R$ 42,04).

A APOSTA CONTRA O DÓLAR – Não têm faltado focos de risco no exterior para o mercado continuar apostando contra o DÓLAR, que, na 6ªF, voltou a perder prestígio contra o IENE (107,75/US$) e o EURO (US$ 1,2035).

… A moeda europeia pode continuar favorecida hoje por reportagem do final de semana na Reuters. Segundo fontes, o BCE estaria estudando reduzir em até um terço as compras mensais do QE, para 20 bilhões de euros.

… Na 6ªF, véspera da comemoração do aniversário de fundação da Coreia do Norte, os investidores preferiram a segurança da divisa asiática. Um ano antes, Pyongyang aproveitou a data festiva para realizar um teste nuclear.

… Desta vez, não houve exercício militar, mas o regime norte-coreano ameaçou os EUA no fim de semana com “o maior sofrimento e dor”, se o governo de Washington decidir novas sanções econômicas.

… O apelo defensivo foi ainda reforçado pela temporada de furacões nos EUA, que pode dificultar a leitura dos próximos indicadores e tem potencial efeito no crescimento econômico, ajudando a atrasar a vida do FED.

… Já de perfil dovish, o comitê de política monetária promete se transformar cada vez mais em um pombal, com a recente dança das cadeiras, após a renúncia inesperada do vice de YELLEN, Stanley FISCHER, semana passada.

… Com a saída dele no mês que vem, há três vagas a preencher, sem contar a de Randal QUARLES, o único já nomeado. Como desde sempre TRUMP defendeu juros baixos e um dólar mais fraco, os falcões não têm vez.

… A aposta de alta do juro até dezembro, que era majoritária nos FED Funds em junho, agora é de apenas 32%.

… Com a Coreia do Norte e o furacão Irma no radar, e ainda com o FED dovish no pano de fundo, os yields dos TREASURIES de curto prazo caíram na 6ªF. O juro da NOTE de dois anos recuou para 1,258%, de 1,266%.

… Já a ponta mais longa tomou direção contrária, com alta das taxas, no alívio com a aprovação pelo Congresso americano da autorização para o governo de TRUMP operar acima do limite do teto de gastos até 8/12.

… Vencendo a resistência de republicanos conservadores, o texto foi atrelado ao pacote de ajuda às vítimas do Harvey. O rendimento do bônus de dez anos subiu para 2,056%, contra 2,047% no fechamento anterior.

WALL STREET – Com exceção do Nasdaq, que caiu com mais força (-0,59%, aos 6.360,19 pontos), os outros dois principais índices em NY não registraram oscilações expressivas. Mas prevaleceu a cautela nos negócios.

… O índice DOW Jones se protegeu na estabilidade (+0,06%, aos 21.797,79 pontos) das tensões geopolíticas e do novo furacão a caminho dos EUA, enquanto o S&P 500 registrou leve baixa de 0,15%, a 2.461,43 pontos.

… Amanhã (3ªF), fica a expectativa para o evento anual da APPLE. Na 6ªF, tem o “quadruple witching”.

PETRÓLEO – Com 20% da capacidade total de refino paralisada, a proximidade do Irma só ajudou a esvaziar a expectativa de retomada nas atividades das refinarias e a elevar ainda mais os estoques da commodity.

… No desequilíbrio entre oferta e demanda, o WTI precipitou queda forte de 3,28% na NYMEX, para US$ 47,48. O BRENT também caiu na ICE londrina, mas em menor intensidade (-1,30%), cotado a US$ 53,78/barril.

… Esta semana, volatilidade adicional pode ser garantida pelos relatórios mensais da OPEP (amanhã) e AIE (4ªF).

SEMANA LÁ FORA – Embora não seja o indicador de inflação mais olhado pelo FED, que prefere o PCE, o CPI de agosto nos EUA (5ªF) pode favorecer a aposta de que o juro só suba em 2018. Se vier fraco.

… Do lado da atividade, a produção industrial e as vendas no varejo de agosto saem na 6ªF. Hoje, não há nada.

… Na zona do euro, também não há indicadores importantes nesta 2ªF. A semana reserva a produção industrial (4ªF) e a balança comercial de julho (6ªF). O BC inglês (BoE) anuncia decisão de política monetária na 4ªF.

CHINA – Na noite de 6ªF, vieram fortes os dados de inflação. O CPI subiu 1,8% em agosto, acelerando o ritmo contra julho (+1,4%), acima da previsão dos analistas (+1,6%). Pequim quer os preços em torno de 3% no ano.

… Tem mais China nesta semana, com a produção industrial e as vendas no varejo em agosto, na noite de 4ªF.

… Ainda em Pequim, o BC chinês extinguiu hoje uma regra de exigência de capital para negociações com moeda estrangeira, segundo a Bloomberg, em um movimento que deve frear o ritmo de valorização do YUAN.

… A medida foi colocada em prática há dois anos e, na época, interpretada como tentativa de restringir a compra de dólar, em um momento de desvalorização da moeda chinesa. O fim da norma tende a depreciar o YUAN.

… Na sessão asiática, o dólar subia 0,60% contra a divisa da China e a bolsa de Tóquio avançava quase 1,5%, reagindo com alívio à ausência de novas provocações pela Coreia do Norte durante o final de semana.

EM TEMPO… Banco Clássico negocia compra de fatia de 20% da Andrade Gutierrez na CEMIG, na Reuters…

… A empresa pode levantar R$ 1,4 bilhão com a venda da participação na elétrica mineira.

CONGONHAS. Nos esforços para recompor caixa, o governo já acelera o processo de privatização do aeroporto.

PETROBRAS prorrogou para dia 29 o prazo para etapa de venda de concessões em águas rasas…

… Estatal anunciou um memorando de entendimentos com a Shell para colaboração em atividades operacionais.

J&F. A Justiça Federal homologou o acordo de leniência de R$ 10,3 bilhões firmado com o Ministério Público…

… Com a provável rescisão do acordo de delação de JOESLEY, há preocupação do investidor sobre a leniência.

JBS. Conselheiros Maurício Luchetti e Humberto Junqueira de Farias renunciaram. José Grossi foi nomeado.

RUMO informou que foi rescindido o acordo de acionistas entre a Cosan, Cosan Logística e BNDESPar.

MAGNESITA vendeu produção de tijolos de magnésia carbono à Intocast AG por 20,3 milhões de euros.

LOJAS AMERICANAS: 5ª Emissão Privada de Debêntures teve conversão de 6,8 milhões de ações PN.

NEOENERGIA aprovou Mario José Ruiz-Tagle Larrain para ocupar presidência, após renúncia de anterior.

SANTANDER. Alvo de muitas críticas nas redes sociais, cancelou exposição que desrespeitava símbolos e crenças.

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