Quem ouve, customiza!

            Muitas empresas continuam fechando as suas portas no Brasil e no mundo. Diversos são os fatores que podem levar uma empresa à derrocada, tais como, um conflito entre os sócios, fatores econômicos externos, a dificuldade de inovação, o aumento de custos com baixa eficiência de resultado, entre outros. Contudo, todos aqueles fatores podem ser minimizados ou eliminados se os empreendedores entenderem que ouve uma mudança significativa no mercado em que eles atuam em relação ao modelo de relacionamento com os clientes e a respectiva entrega a ser efetuada. O modelo antigo de relacionamento empresa/cliente guardava uma posição de conforto para o empresário que mantinha o seu negócio no centro da relação, rodeado de clientes que buscavam o seu produto seriado.

            Assim, as empresas criavam os seus produtos, produziam-nos em série e promoviam ações de marketing e publicidade no intuito de o mercado de clientes se movimentar em busca daqueles produtos, ainda que eles não atendessem plenamente as necessidades daqueles compradores. Um dos exemplos é o sistema operacional Windows, da Microsoft, que nem sempre atendeu as necessidades específicas de muitas empresas, mas, ainda assim, era adquirido por elas.

            Entretanto, aquele cenário empresarial mudou e quem não acompanhou a mudança, perdeu o rumo e sentiu uma considerável redução em seus resultados financeiros e de posicionamento de mercado. Atualmente, há uma inversão na proporção da relação entre a empresa e o seu cliente. O cliente passou a se localizar no centro da relação e os fornecedores/empreendedores ao seu redor, tendo que customizar os seus produtos para que continuem sendo demandados. No cenário da relação de consumo, percebe-se que ingressamos no mundo da supremacia do cliente, em que ele dita as suas necessidades e as empresas atendem.

            Portanto, é preciso customizar para se manter competitivo. Um bom exemplo disso é a empresa Havaianas, que reformulou a ideia de seus chinelos, customizando os calçados de modo a atender um público consumidor bem maior que o atendido anteriormente. A referida empresa criou tênis, sandálias e customizou seus tradicionais chinelos. O resultado está nas prateleiras de diversas lojas de calçados – além das lojas próprias da Havaianas -, bem como nos mais variados eventos e festas em que as pessoas utilizam modelos de Havaianas customizados e os recebem de presente, tal como tem ocorrido em casamentos.

            Nesta realidade, torna-se imprescindível colocar a customização sobre a mesa dos brainstormings das empresas para atender às necessidades latentes dos clientes, ou, pelo menos, customizar para ingressar em nichos ainda não ocupados pelo produto ou serviço oferecido. Logo, customizar é preciso!

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