Errou se pensa que é apenas um jogo!

Neste último domingo (04/02) aconteceu na cidade de Minneapolis, Estados Unidos, o SuperBowl, um dos maiores eventos do país. Segundo estatísticas do site Statista, a média de público pela TV é de 113 milhões por edição.

A alta audiência traz enormes lucros às emissoras, isso porque as empresas disputam intensamente os intervalos comerciais. Para ter uma ideia, o valor deste espaço publicitário é o mais caro do mercado mundial, chegando a U$ 5,5 milhões de dólares por um insert de 30 segundos em 2018.

Você pode até não entender nada de futebol americano, entretanto precisa ter atenção às lições que este megaevento proporciona.

Muito mais que um evento de algumas horas

A compra deste espaço publicitário nos comerciais durante a transmissão é somente uma das inúmeras ações de marketing que envolvem o evento. Em muitos casos, esses intervalos não representam o maior investimento da marca. Além do que se vê na televisão, existe uma estrutura digna de copa do mundo montada na cidade e as marcas são as principais peças deste processo.

Como palco principal, o estádio US Bank, que custou U$ 1 bilhão, possui 67 mil confortáveis lugares, teto transparente, dois telões, dois mil monitores e uma infinidade de luxos. Vale destacar que o ambiente é climatizado: durante a partida, a temperatura média do estádio é de agradáveis 20°, bem diferente da temperatura do lado de fora, que chegou a atingir incríveis -22º.

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Dez dias antes, Minneapolis já começava a receber turistas. A expectativa girava em receber um número superior a 700 mil pessoas e atrair pelo menos U$ 343 milhões. É nessa atmosfera que as marcas entram e promovem uma série de ativações.

Patrocínios X Distribuição dos Investimentos

O Super Bowl Experience é uma das diversas plataformas comerciais que orbitam os jogos. No evento, que ocorreu no centro de convenções da cidade, as marcas promoveram uma variedade de atividades para a família, como brincadeiras para crianças, testes de produtos, demonstração de novas tecnologias, desafios de futebol, shows ao vivo, lojas de produtos oficiais e filmes em realidade virtual. Além disto, este ano o megaevento ainda recebeu uma final de uma competição oficial de e-sports.

No teatro Pantages ocorreu o fórum NFL Women’s Summit, reunindo líderes para debater como o futebol americano e o esporte de modo geral podem contribuir para o avanço de causas feministas.

No Minneapolis City Center ocorreu, no sábado 3, o Annual Player Networking Event, uma colaboração da NFL com mais de 50 entidades no sentido de reunir atletas ativos e aposentados para debater oportunidades de carreira e negócio fora do futebol.

Também aconteceu o festival de música ao vivo que tomou o Nicollet Mall. O Guthrie Theater, à beira do rio Mississipi, ainda recebeu a terceira edição do 1st and Future, competição de startups dedicada a pesquisar soluções em prol da segurança e do desempenho de atletas. Tudo isto oferecido por uma série de marcas com ativações durante os eventos. Além das ativações menores, espalhadas pela cidade.

Anunciantes com conteúdo diferenciado para o evento

As marcas que anunciam no Super Bowl fazem anúncios exclusivos para o evento e geralmente trazem lançamentos de algo novo para seus consumidores. Não se vê mais do mesmo feito pelas marcas, as pessoas esperam os breaks para descobrir as surpresas que cada marca vai trazer.

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Usar a internet a seu favor

No Super Bowl, diversas marcas usam a internet para promover uma campanha e obter engajamento. A conversa deve ser antes, durante e depois do evento, com uma pauta para cada momento da experiência. Muitas marcas incentivam o seu público a participar de forma interativa.

“Mais do que poupar recursos materiais e criativos da própria empresa, campanhas apoiadas em crowdsourcing¹ geram buzz e contam com a participação direta do consumidor como um combustível poderoso para o engajamento. Tudo isso torna a campanha mais social e, portanto, muito mais abrangente e eficaz”, afirma Claudia Gasparini, do Scup, no artigo “Como usar crowdsourcing e mídias sociais para fazer campanhas incríveis”.

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Concluindo

Quando pensamos em um evento, precisamos envolver o público de todas as maneiras possíveis e impossíveis, fazer um break com comercias feitos especialmente para o momento, envolver a localidade que será realizada o evento, fazer atrações em paralelo e movimentar a economia. Sempre que um trabalho é bem-feito, o público se sente atraído.

Temos muito a aprender com o Super Bowl e fica aqui um questionamento: você pode imaginar como seria se aplicássemos um pouco do que vimos no Super Bowl em nosso principal evento esportivo nacional? Qual poderia ser o retorno financeiro para o país?

 

¹ O crowdsourcing refere-se a uma colaboração massiva de indivíduos que não fazem parte de uma entidade ou instituição. Trata-se de uma modalidade aberta de trabalho conjunto.

FONTES:

http://www.meioemensagem.com.br

http://adnews.com.br

http://forbes.uol.com.br

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