Socialismo – por Glória Alvarez na União Europeia

Recentemente ela fez outra apresentação, desta vez no primeiro Encontro Anual no Parlamento Europeu, chamando de LIBERDADE ECONÔMICA. Foi em abril de 2018, levando ideias clássicas do liberalismo para parlamentos e governantes.

Falarei sobre a estratégia regional por trás do que ocorre hoje na Venezuela

“Vocês talvez pensem que a Venezuela seja um caso isolado. Mas, isso possui causas regionais.

Portanto, a primeira coisa que gostaria de dizer é que existem três maneiras com as quais a Europa pode contribuir para acabar com o socialismo e promover o livre mercado na América Latina.

A primeira maneira:

O socialismo é o socialismo.

Aqui, em Marte, na América Latina e na Ásia.

Não há como vocês nos ajudarem dizendo que o socialismo funciona na Europa, mas não na América Latina porque nós temos uma cultura onde o socialismo sempre é corrompido. Não!

O socialismo sempre leva a corrupção. Primeiro vem o socialismo, depois a corrupção.

Porque o socialismo dá o poder absoluto. E o que acontece com poder absoluto? Bem, corrupção absoluta.

Logo, o que precisamos entender é que o socialismo significa o controle de toda a produção por um pequeno grupo no governo. E isso sempre leva aos mesmos resultados:

Barreiras comerciais.

Regras distintas, dando privilégios a alguns comerciantes em relação a outros empreendedores que não possuem esses privilégios.

Coletivismos, capitalismo de laços.

Oligopólios artificiais. Poucas empresas detendo o controle da maior parcela do mercado.

Leis trabalhistas insanas, onde os sindicatos tornam-se bem mais exploradores aos trabalhadores do que aqueles que, supostamente, estão ofertando seus empregos.

Portanto, precisamos entender que ao invés de discutir sobre “desigualdade”, em relação a bens materiais, precisamos começar a falar sobre a igualdade sob a lei.

Se não formos todos iguais perante a lei, desastres como na Venezuela ocorrem.

Logo, o que precisamos da Europa é o discurso que o socialismo não funciona.

Não funcionou na União Soviética, não funcionou na China, não funcionou na Coreia do Norte, não funcionou em Cuba, não funciona na Venezuela, não funcionaria em Marte.

Porque a forma como se estrutura vai contra a natureza humana.

Depende que os seres humanos não comportem-se racionalmente em relação ao próprio bem estar.

Portanto, esse é o primeiro ponto.

A segunda postura que precisamos ter da Europa, é a mensagem de que a Escandinávia não é socialista.

É insano que esses ditadores como Hugo Chávez, Nicolas Maduro, Rafael Correa, Mujica, Lula da Silva, os Kirchners, todos ilustrem a Noruega, Finlândia, Dinamarca, Suécia, como o “paraíso socialista”.

E o pior de tudo, é que se perguntarem a 10 jovens latino americanos, se a Estandinávia é socialista, 9 deles dirão que sim.

Existem muitas coisas que deveríamos copiar da Escandinávia, mas o socialismo não é uma delas!

A Escandinávia sempre figura no topo do Índice de Liberdade Econômica e liberdade humana, que o Instituto Cato agora vem medindo.

Portanto, se temos uma coisa a copiar da Escandinávia, são direitos de propriedade.

Seria absolutamente inimaginável cogitar que um prefeito sueco acordaria num belo dia e mandaria expropriar ou “nacionalizar” seu imóvel.

Isso não acontece!

Portanto, é completamente absurdo que países latino americanos, que se encontram na lanterna da liberdade econômica ilustrem a Escandinávia como exemplo socialista.

Mas sabem por que isso acontece?

Porque a confusão de informações também vem da Europa.

Por quê?

Porque também existe essa obsessão em nos dar “ajuda” ao invés de “comércio”.

E o problema dessa ajuda externa, vinda da Europa, é que financia essas ideias marxistas, de ONGs contrárias ao livre mercado e os direitos de propriedade.

Vou lhes dar um exemplo:

A maioria das pessoas na Finlândia e na Noruega não fazem ideia que os impostos que pagam vão para ajuda externa, para uma ONG guatemalteca, que é liderada por um líder marxista indígena, Bernardo Caal, que utiliza esse dinheiro em sua luta contra a energia hidrelétrica.

Sendo a Noruega um dos principais países produtores de energia hidrelétrica, onde ninguém cogitaria desativar uma usina hidrelétrica, eles financiam com dinheiro do contribuinte pessoas na Guatemala para que desativem usinas hidrelétricas.

Portanto, se nos obcecarmos com essa ajuda externa oferecida a líderes marxistas contrários a direitos de propriedade, livre mercado e o próprio estilo de vida ocidental, os latinos não serão capazes de prosperar.

E, em relação ao comércio, a União Europeia está convicta que devem negociar com a América Latina em regiões, em blocos.

Bem, isso não é possível.

Porque da região de onde eu vim, que é a América Central, composta pelos 5 menores países da região – Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras e Costa Rica – neste momento dois deles, Nicarágua e El Salvador, são regidos pelo socialismo do século XXI.

Portanto, como posso negociar, como um bloco, quando tenho dois países que não desejam o livre comércio?

E, para que esses três pontos funcionem, precisam entender algo sobre a América Latina.

Trouxe dois slides, duas figuras, se puder colocá-las, por favor.

A primeira trata-se do fato da América Latina sempre ter sido regida por ditadores.

Daí Fidel Castro chega ao poder e obtém sucesso ao formar uma guerrilha marxista.

No momento que ele surge, e forma essa guerrilha, todos os países latino americanos começam a “copiar e colar” esse modelo.

Apareceram guerrilhas marxistas em todos os lugares.

Guatemala, Nicarágua, Peru. Tentando imitar Castro. Financiados pela União Soviética. E com inteligência cubana.

Chegamos ao ano de 1989, a União Soviética desaba.

E o braço marxista da América Latina, seus grupos socialistas, percebem que estão em apuros.

Porque agora eles não têm mais a grana da União Soviética para financiar essas guerrilhas violentas.

Mas ainda almejavam o poder. Então, o que fizeram?

Bom, Fidel Castro se juntou a Lula da Silva e criaram o 1º Foro de SP.

O Foro de SP é um congresso que a cada ano se reúne para avançar a agenda socialista na região.

Começaram a operar em 1990. Em 1998, elegeram seu 1º presidente: Hugo Chávez.

Isso foi um alívio para Cuba.

Porque o dinheiro que a União Soviética já não mais transferia, era recebido agora graças ao petróleo Venezuelano.

E agora que o preço do petróleo vem caindo, esperam que a Colômbia avance a agenda dando às FARC, a narcoguerrilha marxista da América Latina, posições no poder.

Se isso ocorrer, teremos o primeiro governo narcosocialista.

O que tornará o dinheiro das drogas infinito!

Não haveria mais dependência do mercado de petróleo, e talvez tenhamos uma outra espécie de socialismo.

Quem sabe seja o do século XXII.

Portanto, o que precisamos entender é que essa estratégia regional não foi apenas colocada em prática na Venezuela!

Foi colocada em prática no Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Nicarágua e El Salvador.

E nos lugares que não tomaram o poder, possuem pessoas esperando chegar ao poder.

Quando entendermos isso, também iremos compreender que quando o Muro de Berlim caiu, e o comunismo tornou-se “algo do passado”, na América Latina nós aceitamos isso graças aos governos “neoliberais” e seus presidentes “de direita” que iriam abrir os mercados.

Essas pessoas concordaram com as políticas do Consenso de Washington.

Eles prometeram que nos dariam livre mercado. Mas o que fizeram? Privatizaram tudo.

Privatizaram a eletricidade, trens, estações de rádio.

Mas não de uma forma liberal.

Eles deram oligopólios e monopólios para os seus pares.

E isso criou um capitalismo de laços.

Mas, para a maioria da população, o real culpado foi o livre mercado.

Para a população, quem precisa ser culpado é o livre mercado, quando o livre mercado jamais existiu na América Latina!

Logo, tudo resume-se em responsabilizar o governo mas exigindo mais governo para solucionar os problemas.

Portanto, o que acontece depois?

A população começa a votar no tal “socialismo do século XXI” porque agora esses irão arrumar a bagunça provocada por esse capitalismo de laços desde os anos 90.

Venezuela era para ser a terra prometida!

Caracas iria ser a Nova York da América Latina.

Então, o que houve?

Todas essas figuras que chegaram ao poder Chávez, Lula, Correa, Evo Morales, ao invés de acabarem com os privilégios, com o capitalismo de laços, as oligarquias, eles se tornaram muito piores!

Mas por que isso é uma boa notícia para nós?

Porque as pessoas na América Latina não sabem o que fazer.

Tentaram votar na “direita”, e agora pensam que livre mercado “demais” fracassou.

E então optaram pelo socialismo do século XXI.

E, como resultado, não acabou-se com a pobreza, ela foi multiplicada.

Portanto, agora, é uma grande e excelente oportunidade para pessoas como nós.

Para pessoas que realmente defendam liberdades e libertação.

Não apenas liberdades econômicas, como também liberdades individuais.

Porque num momento de frustração, com a “direita” ou a esquerda, onde tudo foi tentado, onde ambas são estatistas, visando o controle econômico, isso é ótima notícia para pessoas como nós que desejam defender a liberdade.

Os exemplos aqui mostrados, de diferentes regiões do planeta, demonstraram que a liberdade funciona!

Portanto, o que precisamos importar da Europa para a América Latina são as mensagens certas.

Essas mensagens são:

A Escandinávia não é socialista, que precisamos de mais comércio do que assistencialismo, e para que as instituições funcionem nessa base, não se trata de igualdade material, trata-se de igualdade perante a lei, do Estado de Direito.

Muito obrigado.”


Reportagem completa:
http://www.portalcafebrasil.com.br/resumos/610-abre-te-sesamo/

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