E-commerce e PMEs

Pequenos empreendedores são donos da maioria das lojas on-line no Brasil

REINALDO CHAVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os pequenos empreendedores são maioria no comércio on-line brasileiro. Entre as empresas que vendem exclusivamente pela internet, 90% são de menor porte, com faturamento de até R$ 3,6 milhões, de acordo com estudo do Sebrae com a E-commerce Brasil.

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E-commerce: Tendências 2017

E-commerce no Brasil: o panorama do que vem à frente

Que o comércio eletrônico é a melhor ferramenta para desenvolver empreendimentos, é uma verdade que esta a altura do século XXI poucos se atreveriam a duvidar. Basta considerar que, com uma plataforma tecnológica de qualquer formato, é possível chegar a uma audiência massiva.

Flexibilidade, autonomia, redução de custos para implementação e manutenção, ao contrário dos espaços físicos, são pilares deste fenômeno econômico que cresce cada vez mais em todo o mundo, em especial na América Latina.

A área educacional da Nuvem Shop utilizou dados de pesquisas e outros provenientes da própria experiência com o mercado para elaborar o Reporte Anual de Comércio Eletrônico, que destaca claramente o aumento da atividade:

Ainda que pareça estranho, assim como a internet já teve seu momento chave na história, o e-commerce também teve seu marco de fundação: a venda de um CD através do NetMarket em 1994. Mas em 1995 foram Amazon e eBay os que se consagraram na atividade, até se converterem nas multinacionais que são hoje.

Estima-se que nessa época, e por um período de dois anos, foram geradas transações comerciais na soma de 7,2 milhões de dólares. Este foi o primeiro grande impulso para tornar cotidianas as transações online.

Segundo as consultorias Social Time e Selx, atualmente 61% dos internautas buscam produtos online e 80% já realizou compras (veja o infográfico “Os segmentos com maior crescimento anual”.

Info_Segmentos de consumo

Estas cifras confirmam o imenso potencial e valor do e-commerce para a atividade econômica. O panorama mundial é contundente e o Brasil, de acordo com um ranking elaborado pelo E-bit, se encontra no top 10 dos países com maior volume de faturação no e-commerce previsto para 2016: 21,34 bilhões de dólares.

Para o Brasil, o crescimento previsto em 2017 é de 12% e ainda conta com uma estimativa de acréscimo de 10% para o próximo ano.

Falemos de m-commerce
A perspectiva se amplifica ainda mais quando se analisa o consumo mobile. Os usuários de mobile, segundo Comscore, passaram de 400 milhões em 2007 para 1,75 bilhão em 2015 (veja o infográfico “Ranking dos dispositivos de acordo a taxa de conversão”.

Info_Dispositivos mobile

O crescimento mobile ocorreu oito vezes mais rápido que o da internet nos anos 90. Portanto, é fundamental para as companhias, investirem em estratégias totalmente mobile friendly.

Este panorama deixa claro a grande oportunidade que representa o e-commerce e o m-commerce para os empreendedores do Brasil. É evidente que a importância para a economia nacional é cada vez maior: Os pilares do crescimento do e-commerce são a inovação tecnológica, a ampla penetração da internet no mundo e as novas gerações de usuários.

Fonte:
https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/e-commerce-no-brasil-o-panorama-do-que-vem-a-frente/

E-commerce: O que diz o SEBRAE?

O cenário favorece novos negócios. A expectativa é que o setor seja responsável pelo crescimento de 5% ao ano do total de vendas no varejo.

A expectativa de crescimento para o comércio eletrônicopermanece em alta no Brasil. De acordo com levantamento realizado pelo  eMarketer, instituto de pesquisa estadunidense especializado no mercado virtual, o cenário é favorável para quem deseja investir ou expandir os negócios no e-commerce.

O estudo mostrou, por exemplo, que o país é o 10º na lista de maiores vendedores online do mundo e o único representante da América Latina.

Espera-se, ainda, que o e-commerce seja responsável por cerca de 5% do total crescimento anual das vendas (tanto online quanto offline) no Brasil até 2018.

Preferência do consumidor

O eMarketer aponta também a preferência dos consumidores brasileiros no e-commerce: 18% das vendas são de produtos de moda e acessórios, seguidos por produtos de saúde e beleza, que correspondem a 16%. Em terceiro lugar, com 11%, estão os domésticos.

Há ainda telefonia celular e computadores, responsáveis por 7% das vendas (cada um). Os eletrônicos de consumo vêm um pouco abaixo, com 6%. A perspectiva é que esses índices aumentem nos próximos anos.

Os períodos de maiores vendas são os mesmos do mercado tradicional: Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados e Dia das Crianças.

Os empresários devem ficar atentos a essas datas comemorativas para organizar suas campanhas e oferecer descontos aos clientes, impulsionando as vendas.

Tendências

O crescimento das vendas online – aliado aos avanços tecnológicas – tem mudado gradativamente o sistema e-commerce, possibilitando que as tendências renovem o mercado.

Uma das principais novidades é a adequação da loja virtual aos dispositivos móveis. A implementação de plataforma adaptada para os smartphones e tablets é imperativa para quem deseja ampliar ou investir no e-commerce.

A atualização no layout da loja virtual é facilitada pelas mudanças nas plataformas de hospedagem, que têm se tornado mais baratas e de fácil operação.

Maior flexibilidade operacional com menor custo é outra novidade que amplia as possibilidades para empreendimentos no comércio eletrônico.

Outra tendência que tem ganhado espaço é o atendimento em tempo real. Muitas lojas virtuais já têm espaço para chats, nos quais o cliente pode tirar dúvidas ou pedir sugestões.

Essa perspectiva da empresa ser mais responsiva também funciona nas redes sociais e aplicativos de compartilhamento de conteúdo.

Fidelização

Facilidade na compra e rapidez na entrega são fatores cruciais para fidelizar o cliente. Pesquisas apontam que o cumprimento do prazo de entrega é o principal ponto que motiva o consumidor a comprar novamente em uma loja virtual.

É importante que a empresa de e-commerce estruture-se de maneira a agilizar todas as etapas do processo de venda, atendendo às expectativas dos compradores. Leia mais.

Além de esclarecer para o cliente sobre quais são as políticas de entrega e de troca de produtos, assim como manter canais de comunicação que atendam rapidamente às demandas dos clientes.

Regulamentação

Em 2013, entrou em vigor o Decreto nº 7.962, que estabeleceu critérios para o e-commerce no Brasil. A regulamentação também definiu normas para o sistema de compras coletivas.

Confira a seguir as principais regras:

  • Identificação completa do fornecedor;
  • Informar o endereço físico da empresa;
  • Oferecer dados claros e precisos, incluindo características do produto, material e preço;
  • Oferecer um resumo detalhado da compra, com valor, forma de pagamento e prazo de entrega;
  • Confirmação da compra no e-mail cadastrado pelo cliente;
  • Manter um sistema de atendimento eletrônico de rápido acesso;
  • Garantir a segurança das informações do cliente;
  • Garantir o direito a troca e devolução do produto, com o estorno do valor pago à agência de crédito.

Acesse a cartilha Aspectos Legais do E-commerce, produzida pelo Sebrae, e veja mais detalhes sobre a regulamentação para o comércio virtual.

Confira dicas e conselhos no Portal E-commerce Brasil.

Saiba mais

Fonte:

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/fique-por-dentro-das-perspectivas-e-tendencias-para-o-e-commerce,05086a2bd9ded410VgnVCM1000003b74010aRCRD