No empreendedorismo corporativo, você é parte do todo!

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Para falar em intraempreendedorismo ou empreendedorismo corporativo é preciso, primeiramente, assumir que os antigos arquétipos de trabalho e renda caíram por terra. No mundo corporativo, o trabalhador assumiu um novo papel, deixando de ser apenas um executor, mas, principalmente, um ser pensante ou, como é denominado na língua inglesa, um self-made man. Não existe mais espaço para aquele mero carimbador de papel, não fazendo nenhum juízo de valor dessa tarefa. Entretanto, faz-se necessário usar esse exemplo para demonstrar que hoje se espera muito mais protagonismo dos colaboradores, do que propriamente uma mera execução de tarefas. Exemplos?

Não é à toa que o Google permitia aos seus empregados dedicarem 20% do expediente aos seus projetos paralelos, a chamada regra 80/20, que, não por acaso, é a lei de Pareto.

Explicando: Vilfredo Pareto foi um economista italiano que desenvolveu uma lei na qual versa que 80% das consequências advêm de 20% das causas. Ou seja: 80% da riqueza mundial estão concentrados nas mãos de 20% das pessoas e assim afora. Voltando ao princípio adotado pela multinacional de serviços online foi desse projeto que surgiram o Google News, o Gmail e o AdSense.

No entanto, de acordo com artigo publicado em maio deste ano pela revista Exame, intitulado “Google estaria criando aceleradora para seus funcionários”, essa ideia foi lapidada por algumas circunstâncias, como a forte competição interna que se instalou na empresa. Por isso, a gigante da tecnologia estaria criando uma aceleradora própria, a Área 120. “Além de incentivar novas ideias, outro objetivo da aceleradora é manter seus melhores talentos e suas ideias brilhantes dentro de seus domínios, de acordo com fontes ouvidas pelo veículo americano, uma vez que é comum um funcionário sair do Google para abrir a própria startup”, cita a matéria.

Bom, todas essas divagações são para dar um breve exemplo de que o capital hoje de uma empresa está cada vez mais concentrado no seu colaborador. Felizes aqueles empresários que, identificando esse “pulo do gato”, criaram ambientes férteis dentro das suas empresas, tendo como objetivo o estímulo a uma maior participação dos seus funcionários com ideias que realmente possam trazer rentabilidade para os seus negócios. É dessa raiz que estão surgindo os destacados profissionais que ofereceram soluções – até então pouco pensadas – para problemas indissolúveis dentro das empresas, os verdadeiros self-made men.

Esse comprometimento do funcionário resvala para outra questão muito mais emocional e profunda de que todo ser humano vislumbra o reconhecimento de suas ações. Muitas vezes esse reconhecimento passa muito mais por palavras elogiosas e incentivadoras, do que propriamente pela questão financeira. É claro, que a retribuição em bônus também é um agente motivador, mas as pessoas são movidas por sentimentos. Aquela velha máxima de que todo colaborador deve “vestir a camisa” não está em desuso, mas sofreu mutações ao longo desses anos. Ele hoje não somente veste a camisa, como também se sente parte integrante do todo. Uma peça fundamental na engrenagem e é isso que move as ações empreendedoras.

Se você gostou desse artigo e gostaria de compartilhar suas experiências no mundo corporativo, a jornalista que vos escreve tem grande interesse em saber. Estamos todos conectados e o mundo de hoje é feito de 80% relacionamento e 20% de novos projetos. Definitivamente a palavra “a união faz a força” ganhou corpo e demonstra que nenhum homem hoje pode ser uma “ilha”. Ele te sim que estar muito mais engajado na busca de soluções que beneficiem não somente a empresa, como também a sua bagagem profissional, pois é isso sim que, efetivamente, tem importância. A remuneração passa a ser muito mais uma consequência do que a causa e é líquido e certo que será reconhecida nesse novo modelo corporativo.

Por: Verônica M. de Oliveira - Jornalista
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Empreendedorismo Corporativo

Empresas gigantes como Google, Apple ou Facebook inovam e se adequam ao mercado com extrema agilidade e assertividade. Mas como fazem isso? Essas empresas estimulam o empreendedorismo corporativo. Mesmo sendo organizações enormes suas equipes, funcionam como uma eterna start up. Processos internos fazem com que seus funcionários tenham liberdade para empreender dentro da própria empresa. Esse movimento de comprovado sucesso é o que se denomina de empreendedorismo corporativo.

Sei que parece incoerente essa ideia de empreender dentro de uma empresa. Isso acontece porque se criou uma imagem ideal de empreendedor. Ele é um jovem, recém saído da universidade, com ideias inovadoras, cheio de iniciativa, independente e que quer mudar o mundo (ááááaá ele também é magro e bonito, segundo as capas de revista). Pois bem, voltando ao mundo real vamos a algumas verdades que precisam ser ditas. A pessoa com esse perfil aí, pode estar dentro da sua empresa hoje, pode ser um integrante da sua equipe. E tem mais, ele pode não ser tão jovem assim, adorar a empresa que trabalha, mas, também ter várias ideias e iniciativas que podem contribuir e muito para os negócios da empresa.

Nós entendemos que empreender é uma forma de pensar e agir. É não se conformar com a realidade, é botar pra fazer, é ser competitivo e realizar. Que empresa não gostaria de pessoas com esse perfil na sua própria equipe? Ter a própria empresa é uma das formas de se empreender. Por isso o empreendedorismo corporativo vem ganhando cada vez mais força no mundo.

Esse movimento não acontece por conta própria na empresa. É preciso criar processos e ter o envolvimento das lideranças nesta causa. Os funcionários não vão se reunir em um horário após o expediente e criar um novo produto ou processo para a empresa. E se eles fizerem isso meu caro, CUIDADO eles podem estar planejando o próprio negócio. Já vi isso acontecer em uma grande empresa. 60% de uma equipe de marketing saiu para montar sua própria agencia. Em tempos de retenção de talentos é bom pensar nisso.

Existem várias estratégias para se desenvolver o empreendedorismo corporativo. Nós recomendamos iniciar o processo com workshops temáticos. Através de seus conteúdos, esses eventos vão nivelar e prover as ferramentas necessárias para a equipe começar a aplicar na prática esse conceito. Seja para resolver problemas internos ou para criar novos produtos ou serviços, o empreendedorismo corporativo é a grande solução para as empresas se manterem inovadoras e necessárias para seus clientes.