Acordos: Como George Lucas, Bill Gates e Robert Downey Jr. ficaram ricos

Na década de 70, quem diria que George Lucas teria seu próprio Lego?

Poucas pessoas ficam ricas graças à poupança. Algumas outras poucas ficam ricas investindo em seus negócios lentamente ao longo do tempo. Além de nascer rico – a maneira mais fácil e segura de se enriquecer -, o que a maioria a maioria dos ricos fez?

Acordos!

george lucas disney

Existem acordos bons e existem acordos ruins e eu já me meti em ambos os tipos. Quem nunca? Só quem nunca fez nenhum acordo nunca se meteu num acordo ruim.

Um dos piores acordos que já fiz foi quando troquei no meu primeiro carro numa concessionária. Troquei por uma pickup que era mais velha do que meu carro. Seis anos mais velha. Como se não bastasse, eu dei uma grana alta no acordo. Depois que o acordo foi assinado, o gerente da soltou uma breve risada – não estou brincando.

Eu inocentemente perguntei por que ele estava rindo. O vendedor disse que “gostava de atender bem seus clientes e só”. Foi só aí que tive a ideia de perguntar: “a pickup precisa de algum ajuste mecânico”. Ainda sorrindo, ele respondeu: “relaxa, não está nova em folha, mas nada além do comum”. Depois de uma semana, eu descobri que tinha uma peça no motor que estava simplesmente anulada – foi quando saiu uma nuvem de fumaça preta do capô pela primeira vez. O carro morreu de vez depois de um ano.

Depois disso, aprendi a reconhecer acordos ruins de longe – e a fazer mil perguntas antes de assinar qualquer papel.

Quer alguns exemplos de acordos de sucesso?

robert downey jr tony stark

George Lucas ficou com os direitos de merchandise de um pequeno filme que ele chamou de Star Wars por US $ 20.000. Enquanto muitos riram da decisão dele, o acordo garantiu mais de um bilhão de dólares para os bolsos do senhor Lucas – e isso depois dos impostos. E assim descobrimos que os nerds que moram com suas mães podem comprar muitas estatuetas do Boba Fett.

Bill Gates comprou o DOS por US $ 50.000. E o DOS foi a base da sua pequena empresa, a MicroSoft. Nessa época a IBM comentou: “Quem quer ter um software? O dinheiro está no hardware”” Quem disse isso deve rir para não chorar até hoje.

Robert Downey Jr. fez um acordo para ganhar uma “fatia” das bilheterias dos filmes da Marvel – algo entre 5% e 7%. Isso lhe garantiu US$ 50 milhões só n’Os Vingadores. A Disney obviamente evita falar do faturamento dos atores, mas a Forbes disse que Downey Jr. recebeu um cheque de US$ 80 milhões para Era de Ultron e Guerra Civil, ainda sem incluir as participações nos lucros.

Como compreender um acordo?

microsoft 1975

Informações: Quando fiz o meu acordo pela porcaria da pickup, falhei em me informar melhor no que me foi oferecido. Informações incorretas levam a ofertas unilaterais.

Potencial: Bill Gates entendeu o quanto o DOS valia numa época em que ninguém ligava para softwares. No fim das contas, os bens mais preciosos da MicroSoft são seus softwares.

Circunstância: George Lucas uniu o merchandise de Star Wars com o colecionismo numa época em que filmes só vendiam pôsteres e camisetas. Há quem diga que Star Wars tem o melhor merchandise de todos os tempos.

Euforia: É fácil se empolgar quando quer realizar um sonho ou quando está diante de uma marca valiosa. Mesmo assim, é importante usar a euforia para a criatividade e a razão para os acordos, nunca o contrário.

Pressa: Nunca faça um acordo sob pressão. Uma empresa ou sócio sério vai respeitar o seu tempo, seu raciocínio e sua compreensão sobre o acordo.

E o risco?

pickup velha

Meu querido, já ouviu falar da Quebra da Bolsa de 1929, que gerou a Grande Depressão? E a Bolha da Internet de 2000? E a Crise de 2008? Algumas vezes, o navio afunda. Mas ninguém morreu diretamente por causa dessas crises e as boas empresas continuaram existindo. Para sobreviver a uma crise inevitável, você precisa de dois diferenciais simples:

Preparo: Você não pode prever o imprevisível, mas pode estar preparado para o imprevisível. Esteja sempre pronto para um elemento surpresa, seja dinâmico e transforme situações de risco em lucro.

Seletividade: Não corra riscos desnecessários. Para cada acordo arriscado, faça dez garantidos. Às vezes, bons acordos precisam de tempo para amadurecer, ninguém alcança o lucro indo com fome ao pote.

Se você não está tendo os lucros que esperava, não se preocupe que a grande maioria não está. O que não quer dizer que você deva aceitar o prejuízo. Escolha bem seus acordos e esteja preparado, que o resto é consequência.

No empreendedorismo corporativo, você é parte do todo!

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Para falar em intraempreendedorismo ou empreendedorismo corporativo é preciso, primeiramente, assumir que os antigos arquétipos de trabalho e renda caíram por terra. No mundo corporativo, o trabalhador assumiu um novo papel, deixando de ser apenas um executor, mas, principalmente, um ser pensante ou, como é denominado na língua inglesa, um self-made man. Não existe mais espaço para aquele mero carimbador de papel, não fazendo nenhum juízo de valor dessa tarefa. Entretanto, faz-se necessário usar esse exemplo para demonstrar que hoje se espera muito mais protagonismo dos colaboradores, do que propriamente uma mera execução de tarefas. Exemplos?

Não é à toa que o Google permitia aos seus empregados dedicarem 20% do expediente aos seus projetos paralelos, a chamada regra 80/20, que, não por acaso, é a lei de Pareto.

Explicando: Vilfredo Pareto foi um economista italiano que desenvolveu uma lei na qual versa que 80% das consequências advêm de 20% das causas. Ou seja: 80% da riqueza mundial estão concentrados nas mãos de 20% das pessoas e assim afora. Voltando ao princípio adotado pela multinacional de serviços online foi desse projeto que surgiram o Google News, o Gmail e o AdSense.

No entanto, de acordo com artigo publicado em maio deste ano pela revista Exame, intitulado “Google estaria criando aceleradora para seus funcionários”, essa ideia foi lapidada por algumas circunstâncias, como a forte competição interna que se instalou na empresa. Por isso, a gigante da tecnologia estaria criando uma aceleradora própria, a Área 120. “Além de incentivar novas ideias, outro objetivo da aceleradora é manter seus melhores talentos e suas ideias brilhantes dentro de seus domínios, de acordo com fontes ouvidas pelo veículo americano, uma vez que é comum um funcionário sair do Google para abrir a própria startup”, cita a matéria.

Bom, todas essas divagações são para dar um breve exemplo de que o capital hoje de uma empresa está cada vez mais concentrado no seu colaborador. Felizes aqueles empresários que, identificando esse “pulo do gato”, criaram ambientes férteis dentro das suas empresas, tendo como objetivo o estímulo a uma maior participação dos seus funcionários com ideias que realmente possam trazer rentabilidade para os seus negócios. É dessa raiz que estão surgindo os destacados profissionais que ofereceram soluções – até então pouco pensadas – para problemas indissolúveis dentro das empresas, os verdadeiros self-made men.

Esse comprometimento do funcionário resvala para outra questão muito mais emocional e profunda de que todo ser humano vislumbra o reconhecimento de suas ações. Muitas vezes esse reconhecimento passa muito mais por palavras elogiosas e incentivadoras, do que propriamente pela questão financeira. É claro, que a retribuição em bônus também é um agente motivador, mas as pessoas são movidas por sentimentos. Aquela velha máxima de que todo colaborador deve “vestir a camisa” não está em desuso, mas sofreu mutações ao longo desses anos. Ele hoje não somente veste a camisa, como também se sente parte integrante do todo. Uma peça fundamental na engrenagem e é isso que move as ações empreendedoras.

Se você gostou desse artigo e gostaria de compartilhar suas experiências no mundo corporativo, a jornalista que vos escreve tem grande interesse em saber. Estamos todos conectados e o mundo de hoje é feito de 80% relacionamento e 20% de novos projetos. Definitivamente a palavra “a união faz a força” ganhou corpo e demonstra que nenhum homem hoje pode ser uma “ilha”. Ele te sim que estar muito mais engajado na busca de soluções que beneficiem não somente a empresa, como também a sua bagagem profissional, pois é isso sim que, efetivamente, tem importância. A remuneração passa a ser muito mais uma consequência do que a causa e é líquido e certo que será reconhecida nesse novo modelo corporativo.

Por: Verônica M. de Oliveira - Jornalista
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Empreendedorismo Corporativo

Empresas gigantes como Google, Apple ou Facebook inovam e se adequam ao mercado com extrema agilidade e assertividade. Mas como fazem isso? Essas empresas estimulam o empreendedorismo corporativo. Mesmo sendo organizações enormes suas equipes, funcionam como uma eterna start up. Processos internos fazem com que seus funcionários tenham liberdade para empreender dentro da própria empresa. Esse movimento de comprovado sucesso é o que se denomina de empreendedorismo corporativo.

Sei que parece incoerente essa ideia de empreender dentro de uma empresa. Isso acontece porque se criou uma imagem ideal de empreendedor. Ele é um jovem, recém saído da universidade, com ideias inovadoras, cheio de iniciativa, independente e que quer mudar o mundo (ááááaá ele também é magro e bonito, segundo as capas de revista). Pois bem, voltando ao mundo real vamos a algumas verdades que precisam ser ditas. A pessoa com esse perfil aí, pode estar dentro da sua empresa hoje, pode ser um integrante da sua equipe. E tem mais, ele pode não ser tão jovem assim, adorar a empresa que trabalha, mas, também ter várias ideias e iniciativas que podem contribuir e muito para os negócios da empresa.

Nós entendemos que empreender é uma forma de pensar e agir. É não se conformar com a realidade, é botar pra fazer, é ser competitivo e realizar. Que empresa não gostaria de pessoas com esse perfil na sua própria equipe? Ter a própria empresa é uma das formas de se empreender. Por isso o empreendedorismo corporativo vem ganhando cada vez mais força no mundo.

Esse movimento não acontece por conta própria na empresa. É preciso criar processos e ter o envolvimento das lideranças nesta causa. Os funcionários não vão se reunir em um horário após o expediente e criar um novo produto ou processo para a empresa. E se eles fizerem isso meu caro, CUIDADO eles podem estar planejando o próprio negócio. Já vi isso acontecer em uma grande empresa. 60% de uma equipe de marketing saiu para montar sua própria agencia. Em tempos de retenção de talentos é bom pensar nisso.

Existem várias estratégias para se desenvolver o empreendedorismo corporativo. Nós recomendamos iniciar o processo com workshops temáticos. Através de seus conteúdos, esses eventos vão nivelar e prover as ferramentas necessárias para a equipe começar a aplicar na prática esse conceito. Seja para resolver problemas internos ou para criar novos produtos ou serviços, o empreendedorismo corporativo é a grande solução para as empresas se manterem inovadoras e necessárias para seus clientes.